Plano de Negócio: O que é e como ele pode ajudar a sua empresa?

Entenda porque o plano de negócio é uma ferramenta valiosa para auxiliar o empreendedor na gestão de sua empresa.

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Publicado em 25/08/2020 | Atualizado em 25/08/2020

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Homem analisando documentos

O plano de negócio é o documento que descreve os objetivos sobre a ideia de um novo negócio ou uma empresa já estabelecida, demonstrando a sua viabilidade, assim como as ações necessárias para que estes objetivos sejam alcançados. Para que o empreendimento tenha sucesso, é preciso se planejar através de informações que serão levantadas com a finalidade de prevenir possíveis riscos e incertezas. Portanto, quanto mais informações precisas forem levantadas no plano de negócio, maiores serão as chances de sucesso do empreendimento.

Ou seja, antes de tirar a ideia do papel, é necessário primeiro coletar informações, organizá-las e colocar no papel, de forma detalhada para facilitar o entendimento das ações necessárias.

Um plano de negócio é utilizado para identificar possíveis erros e evitar que eles ocorram, através de simulações antes do produto ser lançado no mercado.

Então além de um compilado de informações e estratégias de um negócio que pode ser apresentado como uma defesa da ideia, o plano de negócio serve para dar segurança à criação de uma empresa, evitando riscos e diminuindo incertezas. Portanto não há dúvidas sobre a importância e a eficácia de elaborar um plano de negócios. Ele pode ser feito para ideias que ainda estão no estágio inicial, mas também para empresas que já existem ou até mesmo para expansões dentro de um negócio já estabelecido. Em todos os casos, ele é de grande ajuda para o empreendedor, dando segurança às suas decisões e alinhando os seus objetivos.

QUANDO DEVE SER FEITO O PLANO DE NEGÓCIO?

Sempre que um empreendedor tem uma ideia de negócio e pretende apresentá-la de forma aprofundada, estruturada e organizada para outras pessoas, a melhor forma de fazê-lo é através de um plano de negócio. Essa ferramenta também é útil para negócios que já existem, como uma forma de organizar ideias e enxergar com maior clareza os principais pontos de um empreendimento.

Ainda que não tenha a necessidade de apresentá-lo, elaborar um plano de negócio é um ótimo método para levantar informações importantes e permite que o empreendedor imagine com mais clareza o que está tentando fazer e como espera conquistá-lo. Através de um plano de negócio é possível planejar estrategicamente as metas, os objetivos e os passos da sua empresa. Ou seja, esteja a sua empresa funcionando, ou com planos para uma expansão, ou ainda apenas uma ideia na sua cabeça, sem dúvidas o plano de negócio é uma ferramenta extremamente valiosa para auxiliar o empreendedor na estruturação e gestão de um negócio.

PLANO DE NEGÓCIO X MODELO DE NEGÓCIO

Um Plano de Negócio é uma ferramenta usada por empreendedores de todo o mundo para explicitar ideias de um empreendimento. Seu formato é um texto descritivo e aprofundado que vai detalhar formalmente diversos aspectos sobre a implementação, os processos e os objetivos pretendidos pelo negócio.

Já o Modelo de Negócio é uma ferramenta que tem o objetivo de demonstrar de forma simples e visual o funcionamento do negócio e as relações dos atores envolvidos na ideia.

Os campos abordados no Modelo de Negócio, também conhecido como CANVAS, são:

  • segmento de clientes,
  • oferta de valor,
  • canais,
  • relacionamento,
  • fontes de receita,
  • recursos chave,
  • atividades chave,
  • parcerias chave
  • e, estrutura de custo.

O Plano de Negócio e o Modelo de Negócio são ferramentas diferentes em muitos aspectos, mas parecidas em outras. As duas são úteis na hora colocar a sua ideia no papel. Enquanto uma é mais aprofundada e mais formal, a outra é mais flexível e permite múltiplas visões na hora de desenvolver a ideia de negócio.

Veja agora os pontos principais de diferenciação entre as duas ferramentas:

  • O Plano de Negócio começa na ideia, enquanto o Modelo de Negócio começa no cliente;
  • Enquanto o Plano de Negócio oferece respostas, o Modelo de Negócio oferece perguntas;
  • O Plano de Negócios é textual, já o Modelo de Negócio é visual;
  • Fazer um Plano de Negócio permite múltiplas visões, enquanto o Modelo de Negócio unifica as visões;
  • Para aprofundar em dados do mercado utilize um Plano de Negócios, já o Modelo de Negócios levanta hipóteses de modelos de empreendimentos para serem validadas.

COMO SE FAZ UM PLANO DE NEGÓCIO?

Fazer um planejamento é fundamental para podermos ter maior controle sobre o que acontece e podermos alcançar os objetivos que queremos. Assim também é para qualquer ideia que pretende se tornar realidade e virar uma empresa produtiva. Para organizar as ações que envolvem a sua ideia é necessário usar o plano de negócio, que será o mapa da sua jornada como empreendedor.

O plano irá guiá-lo na busca das informações que você precisa para começar a desenvolver a sua ideia.

Nesse percurso você levantará dados sobre o ramo, os produtos ou serviços que pretende oferecer, possíveis clientes, concorrentes, fornecedores e também os pontos fortes e fracos do negócio. Através do plano de negócio você enxergará com maior clareza os pontos mais importantes sobre a sua ideia, testando a sua viabilidade, prevendo possíveis riscos e planejando a gestão da sua empresa. É importante lembrar que um plano de negócio pode, e deve ser revisto constantemente, adicionando, ajustando e modificando as partes que forem necessárias de acordo com a evolução da ideia e da empresa, a fim de que ele esteja sempre atualizado.

A preparação de um plano de negócio é um trabalho que exige dedicação, comprometimento e muita criatividade. Ao final da sua elaboração, você poderá responder com mais segurança se realmente vale a pena abrir, manter ou ampliar o negócio.

Confira abaixo os principais pontos presentes num plano de negócios:

📌Descrição dos produtos e serviços;

📌Análise da concorrência;

📌Estratégia de marketing;

📌Segmento de clientes;

📌Distribuição societária;

📌Classificação tributária;

📌Estrutura organizacional;

📌Projeção financeira e de retorno.

O QUE É E COMO FAZER O SUMÁRIO EXECUTIVO?

O Sumário Executivo é a primeira parte do seu plano de negócio e serve para introduzir a sua ideia e despertar o interesse de quem lê.

O sumário é de extrema importância para a organização do seu plano de negócio e é voltado especialmente para:

  • os investidores, que podem se interessar em aplicar recursos financeiros na empresa e procuram saber o potencial de retorno da sua ideia; 
  • as instituições financeiras, para demonstrar garantias e capacidade de pagamento caso você precise de financiamento ou empréstimo;
  • os sócios em potencial, que precisam ser convencidos de que a sua ideia é interessante o bastante para investir tempo e dinheiro;
  • amigos e familiares, que vão opinar sobre o seu plano, validando alguns pontos e questionando outros;
  • e também, os futuros parceiros, que através deste sumário executivo irão entender melhor quais serão as vantagens dessa relação comercial.

Apesar de aparecer no início, o sumário executivo deve ser a última coisa a ser feita. Ou seja, basicamente, um sumário executivo é uma compilação de informações que você já colheu e organizou ao longo da elaboração do plano de negócios. O importante é que ele seja prático, objetivo e de leitura fácil, com uma média de, no máximo, duas páginas. Outra dica útil é lembrar que se pode optar também por fazer um sumário executivo específico para cada tipo de público, ajustando a linguagem e o foco a depender do objetivo.

Não existe uma fórmula única para se fazer um sumário executivo, isso vai variar de acordo com o tipo de empresa ou ideia, os objetivos do empreendedor e do público a que ele se destina.

Confira os principais pontos de um sumário executivo:

Introdução

  • É uma descrição resumida do seu negócio com o posicionamento da empresa, seus produtos ou serviços e o que a diferencia dos concorrentes.

Sócios ou Equipe

  • É a descrição das pessoas que vão trabalhar no negócio e o que as torna as pessoas ideais para esse trabalho.

Fonte de Recursos e Resumo Financeiro

  • Aqui você vai descrever os principais indicadores financeiros, os investimentos iniciais necessários e as projeções de receitas

Visão de Longo Prazo

  • Aqui você irá mostrar para onde o negócio pode se desenvolver e quais são as metas de longo prazo, demonstrando a capacidade que a empresa tem para o futuro

Gráfico Financeiro

  • Se considerar interessante, você pode adicionar um gráfico que demonstre as projeções financeiras para tornar a experiência de leitura clara e compreensiva.

QUAL O OBJETIVO DA ANÁLISE DE MERCADO?

A análise de mercado é o método de busca de informações sobre o cenário onde você deseja atuar, examinando os fatores que irão impactar no sucesso ou fracasso da sua ideia. Através dessa análise você terá dados sobre o segmento e o contexto nos quais sua empresa vai atuar, o potencial do seu público-alvo, a relação do seu produto com os fornecedores e a situação da concorrência.

QUAIS INFORMAÇÕES PRECISO LEVANTAR PARA REALIZAR A ANÁLISE DE MERCADO DO MEU EMPREENDIMENTO?

Seguem os principais pontos:

Setor e contexto

  • Você deve levantar toda e qualquer informação sobre o cenário que possa dar embasamento para o planejamento deste novo negócio. Os números do segmento, o tamanho potencial do mercado, a circulação de valores entre players, o impacto na economia, as normas e legislações que regulamentam o setor, todas essas informações serão de grande valia para o seu plano de negócio.

Público-alvo

  • Você deve conhecer o seu público. Primeiramente os dados demográficos, que podem ser obtidos em institutos como o IBGE, por exemplo. Depois, você partir para colher informações sobre o comportamento dessas pessoas, como hábitos de consumo e estilo de vida. O ideal é delimitar uma faixa de público, elaborar questionários e pedir ajuda a amigos e conhecidos para fazer uma base de dados.

Fornecedores e concorrência

  • O empreendedor deve compreender como eles se posicionam no mercado para identificar potenciais oportunidades para o seu negócio. Para a concorrência, você deve avaliar tudo que possa atrair para outras empresas a fatia de mercado que você tem como objetivo. No caso dos fornecedores a análise deve levar em consideração tudo aquilo que pode impactar no seu negócio, especialmente preço, prazo e negociação.

COMO IDENTIFICAR QUEM SÃO MEUS CONCORRENTES?

Para entender bem o cenário comercial em que pretende atuar, o empreendedor deve identificar seus concorrentes para poder tomar decisões na execução da ideia e diferenciar o seu negócio no mercado. Para identificar seus concorrentes, você deve analisar quais empresas oferecem a mesma solução que você para um determinado tipo de necessidade do consumidor, ou seja, negócios que disputam a atenção do mesmo público-alvo num determinado ramo ou setor. 

Tendo estabelecido quais são seus concorrentes, você deve aprofundar a análise com o intuito de levantar informações que serão extremamente importantes no desenvolvimento da sua ideia e no sucesso da sua empresa.

Primeiramente o empreendedor deve descrever cada uma dessas empresas com o intuito de categorizar a importância de cada um dos concorrentes.

Por exemplo, se são concorrentes diretos ou indiretos, o tamanho das empresas, o posicionamento, o tempo de atuação, a fatia de mercado etc.

Dessa forma, será possível enxergar com maior clareza quais destes concorrentes oferecem maior risco e merecem mais atenção, dando maior embasamento às suas tomadas de decisão. Depois, você deve identificar a proposta de valor de cada concorrente para que possa diferenciar a sua própria e se destacar na disputa pela preferência do público.

COMO REALIZAR A PESQUISA DOS FORNECEDORES?

O empreendedor que está iniciando um projeto ou expandindo a sua empresa deve fazer uma pesquisa aprofundada para encontrar os fornecedores ideais para viabilizar o seu negócio.

A escolha correta dos fornecedores é fundamental para a viabilidade da sua ideia. É preciso descobrir quem são, onde se localizam, e quais são os mais adequados para o negócio que está sendo planejado.

Outra coisa importante é observar a possibilidade de ter mais de um fornecedor para cada insumo necessário evitando a dependência a único fornecedor. É importante lembrar que a relação com o fornecedor será vital para sua empresa, então ele deve ser encarado como um "sócio" e, dessa forma, o relacionamento deve ser do tipo ganha-ganha.

Listamos os principais pontos que devem ser analisados na hora de escolher um fornecedor:

  • Distância física
  • Referências
  • Custo do frete
  • Qualidade
  • Capacidade de fornecimento
  • Preço
  • Prazo
  • Forma de pagamento e de entrega

PARA QUE SERVE O PLANO DE MARKETING?

O plano de marketing é uma ferramenta de gestão que deve ser elaborada e atualizada sempre que necessário. Ela auxilia empreendedores a se adaptar às constantes mudanças do mercado, identificar tendências e, com isso, criar vantagens competitivas em relação aos concorrentes. Um bom plano de marketing é fundamental para o sucesso de qualquer empresa. Além disso, é peça-chave num plano de negócio, possibilitando aos empresários tomarem decisões seguras, planejadas estrategicamente, para alcançar objetivos e metas definidas.

São três as etapas para que servem de guia na hora de elaborar o seu plano de marketing:

Planejamento

  • É o primeiro passo e serve para a definição do negócio, depois de uma análise do cenário, onde todas as informações a respeito da empresa são revisadas. Com base na análise de pontos fortes e fracos, ameaças e oportunidades, são estabelecidos público-alvo, posicionamento de mercado, objetivos e metas, conceito da marca e estratégias.

Implementação

  • Essa é a etapa na qual se executam as estratégias de marketing, que devem assegurar a execução do planejamento para alcançar os objetivos e metas da empresa. É desenvolvido com base na especificação das atividades a serem desempenhadas, no seu período de execução, na forma como serão feitas, quem as fará e com que custo.

Avaliação

  • Após a realização dos esforços de marketing planejados, essa etapa serve para verificar se as ações executadas estavam de acordo com o que foi planejado, avaliar os resultados e fazer ajustes para as próximas ações.

O QUE É CAPACIDADE PRODUTIVA?

Capacidade produtiva é a quantidade máxima de produtos e/ou serviços que a empresa pode produzir em um determinado intervalo de tempo.

Ou seja, é um indicador que representa a razão entre a velocidade operacional da empresa e o saldo resultante da sua atividade em produtos e serviços.

Essa informação é fundamental para que o empreendedor possa se planejar melhor, reduzindo custos desnecessários, aumentando a receita e a qualidade.

Dessa forma, é possível aproveitar o máximo dos recursos físicos e humanos existentes.

Para estimar a capacidade produtiva do seu negócio é necessário calcular quantos produtos a empresa realmente é capaz de produzir, ou quantos clientes consegue atender no caso de serviços, considerando a disponibilidade de mão de obra, pausas para manutenção e perdas de material por eventuais falhas de processo.

Controlar a capacidade produtiva é fundamental para conhecer os limites e as potencialidade da empresa. É também vital para que a gestão saiba como gerenciá-la, com o objetivo de não desperdiçar recursos com o excesso de produtividade. Existem duas formas principais de realizar esse controle: pelo estoque, no caso exclusivamente de produto, e pela demanda e ambos os casos.

QUANDO AVALIAR O MEU PLANO DE NEGÓCIO?

A avaliação do plano de negócio precisa acontecer por todo o caminho percorrido. O próprio plano em si é uma avaliação das propostas da ideia, dos seus desafios e das suas potencialidades. É fundamental que o empreendedor tenha feedbacks constantes durante a sua construção.

É muito importante ouvir o que as pessoas têm a dizer sobre a sua ideia e o seu plano de negócio. Ainda que não sejam especialistas naquele assunto, todos são, em menor ou maior grau, clientes em potencial que podem representar uma forma de ver o seu negócio que pode representar a forma de compra de outras pessoas.

No decorrer da elaboração do plano, as ideias ficarão mais claras. É possível que depois de avançar em outros tópicos, você consiga resolver mais facilmente alguns pontos que não foram desenvolvidas no começo. Daí a importância de se reavaliar constantemente todos os tópicos do seu plano de negócio.

Da mesma forma, à medida que a ideia for tomando forma e a empresa começar as suas atividades, muitas informações poderão ser acrescentadas ou ajustadas no plano de negócio; assim como o planejamento estratégico, que pode ser revisto e refinado com novos dados obtidos pela própria experiência da rotina do empreendimento. 

A preparação de um plano de negócio é um trabalho que exige pesquisa, análise, dedicação e comprometimento do empreendedor. Ao final da sua elaboração, o empreendedor poderá responder com mais segurança se realmente vale a pena abrir, manter ou ampliar o negócio. 

Conte com o Sebrae para te ajudar nesta importante jornada!

 

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